Me encanta

Poucas coisas me encantam por tão pouco.

Fui conferir a Coleção Brasiliana Itaú, exposta no Palácio das Ates, e entre belas obras significativas no histórico artístico brasileiro me surpreendi com o trabalho do artista José Patrício.

O trabalho faz parte de uma série denominada “112 dominós”. Me encantei pela simplicidade de recurso material e o resultado final obtido, que visto de perto, atrae o olhar e a curiosidade pela composição da obra.

112 Dominós, 1999
3.136 peças de dominó de plástico
125,5×246 cm

Me impressionou a conexão direta entre o design criado pelo artista e aqueles QR codes,  códigos que carregam uma mensagem codificada através da imagem e que são decifrados por escaneamento por meio de um aparelho celular com máquina fotográfica.

Para quem se interessou e quer conhecer de perto essa e outras obras, vale a pena dar um pulinho no Palácio e “gastar” uma horinha do seu dia para mergulhar na trajetória artística do país conservada nessa exposição.

Evento: Coleção Brasiliana Itaú
Data: 11 de junho a 08 de agosto
Local: Galeria Alberto da Veiga Guignard
Horário: terça a sábado: 09h30 às 21h; domingos: 16h às 21h
Classificação etária: livre
Valor: Entrada franca
Informações: (31) 3236-7400

Um diálogo possível

E todo o processo de coordenação educacional do Festival de Arte Digital me faz refletir a relação de mão dupla em que o ator escola faz composição ao ator museu, que por sua vez não se restringe ao único espaço do saber aqui difundido.

Aprender dentro de uma sala de aula já não é mais o usual. A premissa educacional é explorar os espaços em que os jovens da nova geração y consomem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oficina realizada no Festival de Arte Digital 2010

 

Algumas leituras ajudam a entender porque cada vez mais é rico o aprendizado fora de sala, e como o Festival vem a acrescentar para esse diálogo: escola e museu.

 

 

Portas e janelas do mundo: pensando a relação museu e escola
                                                                         Devemos reorganizar as instituições de
difusão cultural e o ensino artístico, construir
outra crítica e outra história (social) dos
processos estéticos para que os objetos e
métodos que encerramos nas vitrinas da arte
se recoloquem na vegetação de fatos
e mensagens visuais que hoje ensinam
as massas a pensar e a sentir

Canclini

(Fonte: Repensando Museus)

Vale também a leitura: Museu e escola: educação formal e não-formal (texto em PDF aqui)

Festival de Arte Digital

As inscrições para o Festival Arte Digital estão abertas até quinta-feira (30/06).

(clique na imagem para entrar no site)

Não perca essa chance e cruze os dedos!

Nos vemos em setembro! 😉

Experimentações: livro-objeto Cecília